Proteja seu dinheiro: cuidado com o “Efeito Manada”

O que é?

O efeito manada descreve um comportamento das massas, ou seja, quando você toma decisões com base em um grupo, ou no comportamento da maioria, sem analisar os reais efeitos possíveis dessa decisão.

Existe um ramo de pesquisas chamado de Finanças Comportamentais onde estuda-se a influência da psicologia humana nas decisões de investimentos, abordando questões de comportamento que interferem em escolhas que, teoricamente, deveriam ser tomadas por fatores exclusivamente objetivos.

Quais os riscos?

Quando você toma uma decisão de aplicar ou resgatar um investimento com base puramente em aspectos coletivos, isso não significa que você esteja potencializando suas chances de acerto.

Muitas vezes um quadro especulativo pode ter sido base para tal comportamento de um grupo, que passa a vender ações de uma empresa, por exemplo. Naturalmente o preço dessa ação tende a sofrer uma forte desvalorização. Em contrapartida, um movimento natural do mercado financeiro é que após esse período de turbulência, devido a uma possível escassez desse papel o seu preço volte a ter um aumento potencial. Isso não é uma regra, mas um movimento historicamente comum no mercado de ações.

É algo que acontece quando você tem o sentimento de que “as pessoas sabem de algo que você não sabe” e, muitas vezes por impulso, você toma uma decisão mais emocional do que racional. Ter esse tipo de comportamento no mercado financeiro pode acarretar em grandes perdas.

3 dicas de como evitar o efeito manada

* Não tenha medo de tomar uma decisão

Se sua base de informações for bem consolidada, e mesmo assim a maioria das pessoas estão tomando uma decisão diferente da sua, não tenha medo de manter seu posicionamento. Nem sempre a maioria tem razão sobre determinado assunto.

* Faça uma autoanálise

Isso mesmo! Analise como está seu emocional, reflita sobre algo que possa estar fazendo você agir no “automático”. Como andam suas relações afetivas: amigos, relacionamentos amorosos, família? Você possui dívidas que não tem deixado você ter noites de sono tranquilas? Isso tudo pode interferir no seu comportamento na hora de investir. Tenha atenção para não misturar decisões lógicas com ímpetos sentimentais.

* Busque uma orientação profissional confiável

Isso significa: não procure o gerente do banco que quer atingir metas a qualquer custo! Procure um profissional com bons antecedentes de mercado, que você confie e converse sobre as possíveis tendências de mercado.

Como funcionam operações de Day Trade?

Vamos esclarecer alguns conceitos básicos para possibilitar o entendimento do que é Day Trade.

Você já sabe que o investidor é aquela pessoa que aplica seus recursos, sendo em renda fixa ou variável, durante um prazo e taxas de rendimentos normalmente pré-definidas, certo?

Espera-se um período para rentabilizar e, em geral o dinheiro fica travado na operação até o prazo de vencimento.

Agora temos a figura do “especulador”, que é a pessoa que busca eficiência nos seus resultados e não apenas um percentual de rendimentos, ou seja, assume um risco maior em busca de resultados mais expressivos, no curto prazo, e trabalha com flexibilidade.

Operar Day Trade nada mais é do que comprar e vender ativos, não necessariamente nesta ordem (ações, opções ou Contratos Futuros). Os principais ativos para operações no mercado brasileiro são: ações, opções de ações, índice Bovespa, Dólar Americano, Taxa DI, boi gordo, café Arábica e Milho.

Nesse mercado dizemos que fazer Day Trade é fazer o dinheiro girar. Mas cuidado, pois existem diversas armadilhas que requerem bons conhecimentos, como por exemplo, conhecer o risco máximo por operação.

Características das operações de Day Trade:

o Como o próprio nome diz, o negócio é feito no dia;

o Transações de compra e venda são realizadas na mesma corretora;

o Posso, através da corretora, manter meu dinheiro investido em CDB ou Tesouro direto e usa-los como garantia das minhas operações

Custos de operar:

o Corretagem;

o Custos da Bolsa de Valores (taxas + emolumentos)

o IR (20%) sobre o Lucro.

Temos dezenas de vídeos no Canal do Investidor onde mostramos na prática métodos e análises para Day Trade, além de dicas de estratégias de como fazer.

E, além do que falamos aqui, existe muito a conhecer sobre Day Trade: stop loss, simuladores, margem de garantia, quanto investir, etc. Se você quer saber mais sobre esse assunto, pede aqui nos comentários para que disponibilizemos mais conteúdos sobre esse tema.

Transferência de ativos, STA e STVM

É possível transferir meus ativos de uma corretora para outra?

Essa é uma dúvida muito comum, principalmente para aquelas pessoas que começaram a investir e não possuíam experiência no mercado financeiro.

Se você investiu através de alguma corretora ou banco, normalmente por indicação de alguém e, depois de algum tempo encontrou uma concorrente que apresentou maiores vantagens como taxas reduzidas ou alguns serviços isentos de cobrança, fique tranquilo! Vamos esclarecer todas suas dúvidas.

O que são STA e STVM?

São ordens de transferência nomeadas de acordo com a custódia dos ativos.

* STA ou Solicitação de Transferência de Ações: quando as ações estão custodiadas por um banco.

* STVM ou Solicitação de Transferência de Valores Mobiliários: quando as ações estão custodiadas por uma corretora

É possível transferir seus ativos de uma corretora (ou um banco) para outra corretora, sejam eles ações, ativos negociados em bolsa e títulos do Tesouro Direto.

Veja abaixo o passo-a-passo de como realizar a transferência de custódia:

Passo 1: abrir uma conta na corretora que você escolheu

Passo 2: preencher a STVM (Solicitação de Transferência de Valores Mobiliários) disponibilizada pela corretora.

Cada banco ou corretora dispõe de um modelo deste documento, mas no geral os dados são seu nome, CPF, código de cliente de ambas as corretoras (ou banco) e o ativo a ser transferido.

Passo 3: você precisa assinar a STVM e reconhecer sua assinatura em cartório.

Passo 4: enviar o documento à corretora de origem e aguardar.

Custos de ISS, emolumentos, corretagens não são cobrados nesse tipo de transferência. No caso de Tesouro Direto também não há cobrança de IR, pois você não estará resgatando e sim transferindo os valores.

Agora que você já esclareceu algumas dúvidas, reforce seus conhecimentos no Canal do Investidor.

Desvendando o Circuit Breaker

Se você é uma das pessoas que jamais ouviu falar em Circuit Breaker, você está no lugar certo!

Vamos definir Circuit Breaker de uma maneira super fácil.

Fazendo uma analogia, normalmente o que se faz quando ocorre um curto circuito na eletricidade de uma casa? O disjuntor “cai” e cancela automaticamente toda energia que estava sendo transmitida.

Agora imagine a Bolsa de Valores no lugar da casa e as ações correspondendo à eletricidade. Quando ocorre um acontecimento “explosivo”, como por exemplo uma queda de ações fora dos padrões “normais” de mercado, o Circuit Breaker é acionado e ocorre uma paralização na Bolsa de Valores, para evitar maiores danos, com a finalidade de proteger a economia.

Existem regras determinadas pelo Manual de Procedimentos Operacionais da BM&FBOVESPA designando o que deve ser feito, quando e de que forma isso pode ocorrer.

A primeira regra determina que, quando houver uma baixa superior a 10% na Ibovespa, sobre o índice de fechamento do dia anterior, interrompe-se todas as atividades durante 30 minutos.

A segunda regra diz que passado esse tempo, as atividades são reabertas. E que, caso continue em queda, chegando a acumular 15%, a pausa volta a acontecer por mais uma hora.

Após a reabertura dos negócios, permanecendo um cenário de queda, chegando a acumular 20%, as atividades são suspensas por um tempo a ser determinado pela Bovespa.

Existem diversos fatores que podem causar esse impacto e não necessariamente precisam ser internos. Alguns exemplos foram a crise asiática em 1997; a alteração de nosso regime cambial em 1999, causando uma significativa desvalorização do Real, ou ainda a delação de uma grande empresa Nacional em 2017.

Ficou com alguma dúvida? Não se desespere, e assista nosso vídeo no Canal do Investidor onde falamos um pouco mais sobre Circuit Breaker.

ETF – Exchange Traded Founds

As ETFs representam um conjunto de ações que compõe com um índice específico negociados na bolsa.

O investimento em ETF acontece através do Homebroker da sua corretora de uma forma muito parecida como quando você investe em ações.

Características de ETFs

– Não é um investimento para reserva de emergência.

– Trata-se de renda variável, ou seja, são investimentos de risco.

– Os riscos são geralmente diluídos, devido a diversidade de ações que compõe o fundo.

– Tem taxa de administração

– Incide Imposto de Renda de 15% sobre a rentabilidade da aplicação, porém se comprar e vender no mesmo dia a incidência sobre para 20%.

– Agilidade para negociação, pois pode ser vendida em uma única operação.

– Reduzidos custos operacionais, pois você está investindo em um grupo de ações, mas não de forma independente.

Uma das ETFs mais conhecidas é a BOVA11 que replica a mesma valorização do índice Bovespa, tendo uma carteira diversificada composta, em média, pelas 60 ações mais comercializadas da bolsa de valores.

Veja mais alguns exemplos de ETFs:

– BRAX11: acompanha as 100 ações de maior liquidez negociadas no Brasil.

– SMALL 11: acompanha empresas de pequeno porte, mas com potencial de crescimento.

– IVVB11: acompanha o índice das 500 ações mais negociadas nos Estados Unidos.

Quer saber mais? Siga nossa página do Canal do Investidor no Facebook e receba muita informação gratuita sobre os melhores investimentos disponíveis no mercado.

Descubra agora quais as vantagens e riscos de investir em CDB.

O Certificado de Depósito Bancário é mais um tipo de investimento de renda fixa, onde você “empresta” dinheiro para os bancos em troca de uma rentabilidade.

O ponto negativo desse tipo de investimento é que há incidência de imposto de renda sobre a rentabilidade, podendo variar entre 15% e 22,5%. Uma dica para você investir em CDB e diminuir o peso do IR é, sempre que possível, fazer investimentos com prazo igual ou superior a 2 anos, pois o imposto aplicado passa a ser de 15%.

Os prazos de resgate são variados e é possível reaver o valor antes do determinado, dependendo da contratação feita. Mas atenção! Resgatar um CDB antes do prazo implica em perda de rentabilidade e também a possibilidade de perda de parte do capital investido, portanto essa não é uma boa ideia.

Em relação a melhores rentabilidades, quando você investe em CDB em uma grande instituição as taxas de juros pagas pelo seu investimento tendem a ser menores do que quando você investe seu dinheiro em bancos de pequeno e médio porte, isso porque quanto maior o risco (nesse caso em relação à solidez no mercado), maiores os juros que você irá receber.

O CDB possui garantia pelo Fundo Garantidor de Crédito, portanto trata-se de um investimento seguro, mesmo quando você investe nos bancos menores, e é uma ótima opção para começar a ver seu dinheiro render!